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sexta-feira, 26 de julho de 2013

REDUZA A ANSIEDADE COM EXERCÍCIOS FÍSICOS REGULARES

Crédito da imagem: Elizabeth Gould, da Universidade de Princeton
Pesquisadores da Universidade de Princeton (EUA) encontraram mais um benefício no hábito de exercitar-se regularmente - e este está no seu cérebro. 

Em um estudo publicado recentemente no Journal of Neuroscience, neurocientistas da Universidade de Princeton expuseram ratos a um estresse regular, colocando-os em água fria. Após o estresse, os ratos que tiveram à disposição (e usaram) uma roda de exercício para atividade regular mostraram um aumento repentino dos neurônios (células marrons na imagem) que desligam a atividade no hipocampo ventral, que regula a ansiedade.

Exercícios já eram reconhecidos como responsáveis por aumentar a neurogênese no hipocampo, e esses neurônios mais jovens são geralmente mais excitáveis (e, portanto, deveriam criar mais ansiedade) do que suas contrapartes mais velhas (células azuis). Estes resultados ajudam a comprovar como exercitar-se pode, ao mesmo tempo, criar novos neurônios e ainda assim diminuir a ansiedade - criando novas células, mas fazendo-as muito menos excitáveis.

Leia mais: http://bit.ly/12HTTlP


Artigo: Physical Exercise Prevents Stress-Induced Activation of Granule Neurons and Enhances Local Inhibitory Mechanisms in the Dentate Gyrus. Journal of Neuroscience, 2013. doi: 10.1523/JNEUROSCI.5352-12.2013


quarta-feira, 19 de junho de 2013

COMO ESTÁ SUA AUTO-IMAGEM?

Vejo pessoas repetindo constantemente frases como:

- "Eu sou um/a idiota mesmo".
- "Como eu sou burro/a".
- "Eu sou um/a palhaço/a, todo mundo me faz de bobo/a".

O desafio para estas pessoas está em trocar estas frases por
algo que realmente as identifique positivamente. Afinal, todos temos comportamentos idiotas, todos somos feitos de palhaços em algum momento, mas generalizar e assumir isto como uma identidade é algo muito perigoso para nossa auto-estima.

"A auto-imagem é a essência da personalidade e do comportamento humano. Mude a auto-imagem, e ambos serão transformados", já afirmava Maxwell Maltz.

A repetição é uma das formas de comunicação subconsciente mais poderosas, portanto não é de se espantar que estas pessoas tenham estes conceitos tão aflorados surgindo espontaneamente.

Como qualquer mudança, exige disciplina e dedicação. Pode soar mecânico no começo, mas a Neurociência comprovou que com o tempo passa a ser natural. Então da próxima vez que se pegar tendo um comportamento reprovável, pense no que vai dizer a si mesmo, que tal lembrar de algo como:

Eu sou muito inteligente para estar me comportando assim.
Eu sei que posso fazer mais que isso.
Eu reconheço minha capacidade.

Espalhe para seus amigos e familiares, peça que eles lhe avisem quando virem você repetir algo depreciativo. Nada melhor que alguém de fora para nos avisar para tomarmos consciência de nossos gatilhos de maus comportamentos.

Grande abraço!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO

Entenda porque a Neurociência é uma ciência indispensável para o Habitue-se.

"Algumas ações no processo de ensino facilitam a absorção pelo aluno", afirma Aguilar Pinheiro.

A metodologia utilizada pelos sistemas convencionais de Ensino tem sido focada apenas no ato de enviar a mensagem aos aprendizes, e não em como fazer isso. A mensagem, dentro do processo de aprendizagem, deve ser vista como pacotes cognitivos, ou seja, cada pessoa tem uma maneira exclusiva de aprender. Essa formação envolve preferências sensoriais que, ao serem identificadas pelo Professor, podem se tornar uma das mais avançadas metodologias de Ensino. Ela tem sido grande aliada nessa transmissão de conhecimento.

imagem: educadorafabianne.blogspot.com
A neurociência é o estudo do sistema nervoso (SN), bem como seu desenvolvimento, funcionamento, estrutura e sua relação com o comportamento humano. O cérebro apenas com dados elementares para a sobrevivência é como um computador ao sair da fábrica, somente com as conexões básicas. Os demais "programas" serão adicionados por meio da interação do indivíduo com o ambiente. Esse processo é crucial na fase do desenvolvimento, que se inicia no pré-natal e vai até os seis anos de idade. Contudo, esse desenvolvimento é constante, reduzindo apenas a velocidade e a amplitude.

O que define o cérebro de um indivíduo são suas experiências de vida. Quanto mais rica a mente for, mais funcional será o cérebro. Exposições a estímulos criam possibilidades de conexão neurológica refletindo nos comportamentos e nas habilidades do indivíduo, incluindo seu equilíbrio emocional. O cérebro consome aproximadamente 25% da energia de um indivíduo e é autorregulável. Entre manter a atenção numa aula e economizar energia para outras funções biológicas, ele escolherá a segunda opção. Outra característica cerebral é eliminar estímulos repetitivos, portanto, Professores com vozes constantes e aulas com o mesmo formato e sistema tendem a ser "eliminados".

Essa reação não acontece pela vontade dos Alunos, mas sim por mecanismo de defesa do cérebro pelo processo de habituação. Os sentidos de uma turma de 20 ou mais Alunos podem ser estimulados de formas diferentes para contemplar todos os tipos de aprendizado. Cada sentido envia mensagens (pacotes cognitivos) para áreas especializadas do cérebro e gera um impacto significativo na formação das memórias. Algumas ações no processo de Educação podem ser motivadoras para facilitar a aprendizagem. Uma quebra de estado com pausas de um a três minutos a cada 50 minutos de aula para realização de outra atividade, como alongamentos, dança e brincadeiras, recarrega a energia corporal e predispõe o cérebro ao estado de aprendizagem.
Outro aspecto importante no ato de enviar informações é a linguagem utilizada pelo Professor. Palavras abstratas não produzem experiências internas e dificultam o aprendizado. Usar o corpo, os gestos, a voz e dispor de suportes didáticos como jogos, vídeos, ilustrações e outras práticas amplifica a capacidade de aproveitamento da proposta de Ensino.

A neurociência ressalta que se forem consideradas todas essas características no processo de Ensino será viável incrementar e reforçar o aprendizado. A atualização do processo deve ser considerada pelos Educadores, deixando de lado somente a preocupação em repassar determinados conteúdos. É preciso ter consciência de que ao mudar a maneira de aplicar o Ensino, de modo que todos os sentidos sejam estimulados e respeitando o processo de aprendizado de cada Aluno, será possível potencializar o aprendizado coletivo.

Fonte: Estado de Minas (MG)